Zumbis tecnológicos

Resenha crítica do livro “Cell” (Celular), de Stephen King

 

Magdalena Bertola

Celular (Cell) é um romance de terror escrito por Stephen King e publicado pela primeira vez em janeiro de 2006. Conta a história do artista gráfico Clay Ridell, que está em Boston quando “O pulso” – sinal enviado pela rede de telefonia móvel ao redor do mundo, causando loucura em quem estivesse usando o celular – acontece.

Nesse cenário Clay conhece Tom, um jovem que mora com seu gato (Rafe) a alguns quilômetros do centro de Boston; Alice, uma garota de 15 anos que quebrou o nariz da própria mãe na corrida pela vida; Senhor Ricardi, gerente do hotel onde Clay havia se hospedado, e onde todos se escondem no primeiro dia da trama. Posteriormente se encontra com Jordan e The Head, estudante e professor da Gaiten Academy e Daniel, Denise e Ray, assassinos de “phone-crazies”. Ridell começa então uma corrida para chegar até sua cidade e resgatar seu filho, Johnny, vivo ou morto, mas com esperanças de que esse não tenha virado um “zumbi”.

Foto: Magdalena Bertola

Foto: Magdalena Bertola

O romance de Stephen King pode parecer absurdo – e realmente o é – a primeira vista, porém, a corrida de Clay para encontrar sua família, a amizade criada entre pessoas que caminham em busca de segurança, a luta contra os infectados e as explicações de que o cérebro seria similar ao disco rígido de um computador, que poderia ser limpo e depois enchido novamente, faz pensar se não estamos sujeitos a esse tipo de ataque. Stephen King se utiliza de linguagem simples para descrever a luta de um homem para encontrar sua família e defender seus novos amigos em meio a um mundo de caos, violência e medo. Mostra como homens, mulheres e crianças podem se tornar máquinas assassinas quando o assunto é sobrevivência. Em 449 páginas, King nos leva a um mundo de terror, medo e angústia, mas também de amor e amizade, que faz o coração bater mais forte e nos transporta para cidades devastadas, cheias de corpos mutilados e mortos vivos pelas estradas. O que fazer quando a armadilha é criada por pessoas praticamente mortas que conseguem ler seus pensamentos? Ao fim da última página, já sentimos falta do grupo de sobreviventes.

 

 

 

 
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